Tudo que você queria saber sobre SEO, mas não tinha para quem perguntar

5 dicas sobre SEO que funcionam com base nos algoritmos atuais

O Google já tem mais de 18 anos de existência, durante esse tempo tornou-se óbvio de que é preciso tomar cuidado com o SEO, otimização para mecanismos de busca, durante a produção de conteúdo.

Ao longo dos anos o Google mudou, e muito, os seus algoritmos de indexação e classificação, SEO tornou-se quase bruxaria: muitos dizem que entendem, muitos procuram feitiços milagrosos, pouca coisa funciona direito e muita coisa parece que funciona mas depois gera efeitos colaterais terríveis.

Para dar uma ideia geral de como as coisas estão e o que funciona atualmente em termos de SEO eu tive o prazer de entrevistar  um especialista que já trabalhou no próprio Google.

Pedro Dias é Sócio-Diretor da apis3 responsável pelas áreas de otimização e desenvolvimento. Trabalhou no Google entre 2006 e 2011 onde foi responsável pela qualidade dos resultados de pesquisa para a língua Portuguesa. Atualmente é também um Google Developer Marketing Expert, especialista em SEO, com foco em Usabilidade e Arquitetura da Informação.

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O que você pode nos falar sobre a última atualização do Google, o Hummingbird?

De uma forma simplista, o Hummingbird é um algoritmo que tem como objetivo melhorar sinonimização de palavras. Para entendemos o porquê do foco em sinonimização, precisamos entender o que acontece no Google quando fazemos uma pesquisa.

Por padrão, e imediatamente após o input do usuário, o Google reescreve (e reinterpreta) os termos pesquisados. Isto acontece sempre, e para qualquer busca feita. Esse processo, de reescrita e reinterpretação, acontece porque o Google precisa estruturar a pesquisa, de forma a ser entendida pelos algoritmos de recuperação da informação (IR).

Antes da introdução do Hummingbird esse processo era limitado; as pessoas pesquisavam primariamente a partir de um teclado. Então, a diversidade e complexidade dos termos de busca, era limitada também pelo fator “teclado”. O processo de inserir palavras em uma caixa de busca usando um teclado é, de certa forma, artificial e acaba influenciando e alterando a maneira como a mesma pessoa se expressaria se ela usasse a fala.

Com a introdução de smartphones, a pesquisa por voz começou a se expandir de forma exponencial. Essa expansão começou a influenciar na complexidade e diversidade de palavras que as pessoas usam para pesquisar. Começaram a surgir termos de busca mais complexos que de certa forma eram sinónimos de outros mais simples. O Hummingbird veio suprir essa necessidade. Eu uso um exemplo de pesquisa (em inglês) que ilustra bem o Hummingbird em ação: [big tower made of steel in paris]. Além disso é comum também ver a sua influência quando usamos pronomes pessoais em uma sequência de pesquisas. Por exemplo se efetuarmos a pesquisa por voz [quem é o presidente dos estados unidos?], o Google irá retornar (atualmente) “Donald Trump”. Se logo em seguida—ainda usando pesquisa por voz—perguntarmos [qual a altura dele?], o Google vai assumir que o pronome “dele” se refere à resposta “Donald Trump” dada anteriormente, e vai responder “1,88m”. Toda essa mecânica, não seria possível sem a reescrita e reinterpretação de termos de busca feita pelo Hummingbird.

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O que é o Google Rankbrain?

O Google Rankbrain é a introdução de Inteligência Artificial nos resultados do Google. Digamos que, de uma forma sucinta, ele é um complemento ao Hummingbird. Sem o Hummingbird não seria possível chegar no Rankbrain, assim como sem o Caffeine (uma melhoria de infraestrutura) não seria possível chegar na indexação em tempo real.

O Google Rankbrain explora conexões entre vetores de palavras. Ele tenta simular como pensamos na construção de frases e como isso pode afetar o resultado final. Essencialmente, é um algoritmo que, recorrendo à sinonimização do Hummingbird e Inteligência Artificial na interpretação de vetores de palavras, consegue resgatar resultados de busca que de outra maneira seriam invisíveis.

Para ajudar usuários a entender como o Rankbrain influencia nos resultados, o Google dá como exemplo a pesquisa [How to beat Super Mario Brothers without cheats] (Como vencer Super Mario Brothers sem trapaça). Antes da implementação do Rankbrain, os algoritmos de relevância do Google davam pouca importância, ou quase nenhuma, para a palavra “without” (sem). Obviamente, como humanos, é fácil entender como o resultado final seria diferente se desconsiderarmos a palavra “without” (sem).

Atualmente o RankBrain é um algoritmo controlado, que opera após o processo de recuperação da informação. Ele apenas atua como um “equalizador”, em cima dos critérios clássicos de relevância e reputação. O algoritmo dá mais ou menos importância a determinados resultados, de acordo com o aprendizado e dados que o algoritmo obteve em cima de pesquisas consideradas “complicadas”.

Para quem estiver interessado em algo um pouco mais técnico, recomendo a leitura do meu post Google RankBrain, Inteligência Artificial e SEO.

Writing-Tips

5 dicas sobre SEO que funcionam com base nos algoritmos atuais:

  1. Ser estruturado: Pense em como vai apresentar seu conteúdo. Ele precisa ter uma introdução, um meio e um final. Bem como a divisão em sub-tópicos acompanhados pelos respectivos títulos e sub-títulos.
  2. Ser criativo e ter ritmo: Evite publicar um artigo que não é mais que uma parede de texto corrida. Procure usar itálicos, negritos, citações, etc. Complemente o seu texto com referências para outros artigos, internos ou externos.
  3. Ser natural: Em SEO é comum cair na repetição. SEOs que perseguem mitos, como densidade de palavras-chave, normalmente produzem textos pouco atrativos. Evite que o seu texto soe mal quando lido em voz alta.
  4. Use imagens: Costuma dizer-se que uma imagem vale mil palavras. Procure usar imagens que complementem a sua mensagem. Elas ajudam a estruturar o seu conteúdo e tornam um artigo longo, mais atraente à leitura. Não esqueça de fazer uso do texto alternativo das imagens, e prefira nomes de arquivos descritivos, mas sem exagerar.
  5. Entregue o que prometeu: É comum encontrar textos inúteis, encabeçados por títulos sensacionalistas e por vezes apenas pensando em clickbait. Quando o usuário não encontra o que o seu título promete, o seu site pode começar a ficar mais exposto ao efeito negativo dos algoritmos de qualidade. Especialmente se isso é algo que acontece com frequência.

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Quais são as principais ferramentas de SEO do mercado?

“Qualquer ferramenta deve ser utilizada em conjunto com o cérebro.” É a primeira frase na seção de “Ferramentas de SEO” na minha biblioteca de recursos para Marketing Digital e SEO.

Uma ferramenta é somente tão útil e “inteligente” quanto o usuário que a utiliza. Ela jamais deve substituir o bom senso e a coerência. A maioria das ferramentas de SEO disponíveis no mercado são úteis até ao momento de colocar a mão na massa. Elas podem ajudar a descobrir termos interessantes e relevantes que as pessoas utilizam para pesquisar. Quando sabemos que termos as pessoas usam para pesquisar, fica mais fácil compor algo que vai ao encontro dessas pesquisas. Porém, ferramentas devem apenas ser “um norte”, que orienta o criador de conteúdo, mas nunca interferindo no processo de criação de uma forma rígida. A partir do momento em que alguém abdica do processo de criação para uma ferramenta, está comprometendo a qualidade do resultado final.

É comum usar plugins e ferramentas durante o processo de criação de um texto. Queremos todas as bolinhas verdes daquele plugin que diz quando seu conteúdo “está otimizado”. Só que, se seguirmos cegamente o que a ferramenta nos diz, provavelmente acabamos com um amontoado de palavras-chave, em vez de um texto estruturado, coerente e atrativo.

Eu diria que, não é preciso muito mais que três ou quatro ferramentas para orientação e mensuração de resultados. Mas, qualquer que seja a sua escolha, não deixe de usar a Search Console e o Google Analytics.

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Você recomenda alguma leitura adicional sobre SEO?

Eu gostaria especialmente que as pessoas entendessem SEO como uma prática de otimização e não como uma prática de exploração de falhas dos motores de busca. Comecei uma seção no meu site pessoal dedicada a esse tema porém, se tiver que indicar uma ou duas leituras em especial, eu recomendaria as que abordam noções de relevância e reputação:


Espero que essas dicas te ajudem a produzir um conteúdo melhor, que seja bem indexado pelo Google e sem a ilusão de receitas milagrosas que deixaram de funcionar depois de várias atualizações dos algoritmos.

Se você gostou do texto acima, talvez goste também desses artigos:

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8 Comentários

Comentários encerrados.

  1. Diário MG

    Muito bom!!! Parabéns!

  2. carlaohorganicos

    Grato! Porém cometi um grave erro ao escolher o domínio. Estou mudando de carlãohorgânicos para carlãoorgânicos.

  3. Anderson Pereira

    Muito bom , parabéns.

  4. paciencia0

    muito bom…

  5. igorguimaraeslopesdasilva

    Muito Interessante esse texto

  6. Paula Bressann

    Hoje em dia até a velocidade do site é levada em consideração no ranking do Google. Acredito que focar na experiência do usuário sempre, tanto no conteúdo como na otimização das postagens seja o mais importante.

  7. Jose

    Muito bom o artigo!

    Saber sobre SEO e muito crucial para quem deseja criar um site ou blog, esse artigo foi muito produtivo para mim, eu estou pesquisando maneiras para fazer um bom SEO para meus sites, e com certeza o seu artigo foi muito útil no meu conhecimento.

    Parabéns pelo compartilhamento das suas experiencias!

    Sucesso

  8. Realeza de Yahweh

    legal! muito interessante
    eu criei meu blog faz pouco tempo, deve ser por isso que não aparece nas pesquisas do google ainda……

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